Acessórios eróticos baratos e também interessantes

Com o estresse no trabalho, as responsabilidades e mil afazeres do dia a dia, o sexo pode acabar ficando de lado, se tornando uma obrigação ou um prazer reduzido a um mecanismo robótico. Para evitar que isso aconteça, existem acessórios eróticos disponíveis no mercado criados para solucionar esses problemas e dar mais “vida” ao sexo e prazer aos envolvidos. O mercado dos sex shops está cada vez mais aquecido, a cada dia surgem novas propostas e aparelhos com texturas, cores e funções diferentes. Com o investimento em tecnologias para criar dispositivos cada vez mais agradáveis, obviamente os preços desses produtos também aumentam, sendo assim um empecilho para alguns casais adquirirem todos esses acessórios eróticos. Porém, nem tudo é caro em sex shops, existem alguns modelos mais ultrapassados de acessórios que não se inserem dentro dos lançamentos ultramodernos, mas que funcionam bem para o propósito, sendo às vezes apenas mais barulhento, por exemplo, do que as novidades do mercado. Alguns outros acessórios eróticos são baratos por serem produtos simples que não têm um custo muito alto para sua produção e por isso são mais acessíveis. É importante visitar vários sex shops, pesquisar marcas e comparar preços em lojas físicas ou pela internet antes de adquirir. Indica-se a compra conjunta do casal para que sejam adquiridos produtos que agradem ao paladar dos dois e evitar surpresas desagradáveis. Também recomenda-se a compra física sempre que possível, pois pela internet não se tem uma dimensão correta do tamanho, textura e outras características do produto. 1. Gel térmico O gel térmico é uma ótima escolha entre os acessórios eróticos para apimentar a relação. Quando passados em regiões específicas do corpo como nos órgãos genitais, podem dar sensação de calor e frio em poucos segundos, estimulando o órgão. O efeito pode ser potencializado e ainda mais prazeroso durante o sexo oral. Experimente passar o gel em lugares diferentes do corpo e ir descobrindo as zonas erógenas do seu parceiro. O valor do gel não ultrapassa R$ 10 e pode ser adquirido sem medo pelo casal. Alguns cremes para massagens eróticas também estão disponíveis no mercado, porém, alguns são mais propensos a dar alergia; por isso, cuidado na hora da escolha. Leia atentamente a composição do produto antes de sair passando nas áreas delicadas do corpo. 2. Bolinhas explosivas Essas bolinhas parecem inofensivas, mas podem causar uma sensação de muito prazer no casal. As bolinhas explosivas acompanham um óleo perfumado lubrificante que é passado no canal vaginal para permitir a introdução das bolinhas. Quando ocorre a penetração, as bolinhas explodem causando um aquecimento sensorial na mulher. O preço gira em torno de R$ 2 duas unidades. 3. Cápsulas do beijo Essas cápsulas são encontradas em qualquer sex shop nos mais variados sabores e aromas. Elas são introduzidas na boca e dão um sabor mais excitante na hora de lamber ou beijar a boca e outras regiões do corpo do parceiro. Dentro de cada cápsula existe um óleo comestível que é liberado causando essa sensação agradável ao beijar. Pode-se utilizar durante o banho, massagens, preliminares ou no próprio ato sexual. Use a criatividade! Estes acessórios eróticos custam em média R$ 5. 4. Velas do beijo O aquecimento das velas no corpo durante o ato sexual pode trazer muito prazer ao casal. São velas específicas, obviamente sem parafina e por isso não causam queimaduras no corpo. A parafina é substituída por manteiga e alguns olés vegetais, que quando aquecidas, provocam sensações prazerosas no corpo durante a massagem ou até mesmo no ato sexual. O aroma que o produto exala também contribui para aumentar o prazer de ambos. Costuma ser vendida por R$ 10. 5. Anel peniano O anel peniano é um dos acessórios eróticos mais comprados mundo afora. O produto é ideal, pois é colocado no pênis do parceiro prolongando por mais tempo sua ereção, por tornar mais lento o fluxo de sangue que corre pelo pênis. Assim, o seu parceiro fica

A atração passa pelo cheiro

A maioria das pessoas já passou por isso. Você é apresentado a alguém no trabalho ou socialmente e mesmo sem nem trocar sequer um cumprimento, sente que algo o incomoda naquela pessoa e a sensação nítida é de ”não ter gostado dela”. É comum este sentimento causar até um certo desconforto porque não encontramos motivos para essa sensação. O contrário também acontece. Você não conhece alguém, não foi apresentado ainda, mas sente que tem simpatia pela outra pessoa, chegando a afirmar que ”gosta dela”. Pode até parecer que é um caso de antipatia ou simpatia gratuita. Mas não é. A causa mais comum para este tipo instantâneo de aceitação ou rejeição está no fato de cada pessoa ter um cheiro específico e individual. E embora este cheiro não seja percebido conscientemente como um perfume ou igual a um odor desagradável, ele influencia nossa vida o tempo todo. Tanto que na hora de escolher um parceiro o olfato pode ser mais importante que qualquer outro sentido. A ciência já comprovou que mesmo com toda a evolução, o ser humano também utiliza os feromônios – substâncias químicas que funcionam como mensageiros, transportando informação entre indivíduos da mesma espécie psicológica. Preocupado? Não há motivos. Pesquisas mostram que é fácil enganar o olfato humano. E empresas já estão lançando produtos com feromônios sintéticos, prometendo aumentar o poder de atração de homens e mulheres. Mas não confie nisso. No caso dos seres humanos, o cheiro atrai ou repele em função das memórias e sensações que desperta e isso depende unicamente da história de vida de cada um, não dos instintos. Um bom perfume tem a mesma eficiência. E se a idéia é investir em cheiros, aproveite as dicas da aromaterapia. Segundo esta ciência, alguns óleos essenciais de aromas específicos são capazes de estimular o sistema límbico e despertar instintos primários, como sexo, sede e fome. Entre os melhores para esquentar a vida sexual estão os óleos de jasmim, ylang-ylang, canela e cravo. Usados em produtos para massagem ou para perfumar ambientes, eles ajudam a criar ”o clima”, mas não são capazes de trazer excitamento sexual direto. Para isso, vale a receita de sempre: amor, desejo, respeito, cumplicidade e vontade de ser feliz.

Permanecer ou não com homens bissexuais?

Muitas pessoas custam a acreditar que pessoas bissexuais existem. Quem é hétero pode duvidar de pessoas bissexuais, pois para muitos é difícil entender como pode haver atração por ambos os sexos. Alguns podem entender a preferência por pessoas do mesmo sexo, mas algumas mentes conservadoras podem achar improvável sentir atração por homens e também mulheres. Porém, homens bissexuais existem e são mais comuns do que se imagina. Pesquisadores da Universidade Northwestern confirmaram que os homens bissexuais realmente se excitam tanto com homens quanto mulheres. Um estudo anterior em 2005 tinha mostrado o contrário, que homens bissexuais eram na realidade gays, mas a pesquisa foi distorcida pois os homens escolhidos para participar eram todos de anúncios de publicações gays. Desta vez, para a nova pesquisa foram convidados perfis de homens de sites bissexuais. Além disso, a pesquisa exigiu que cada participante tivesse tido experiência sexual com pelo menos dois parceiros de cada gênero e também tivesse se envolvido em um relacionamento de mais de três meses com uma pessoa de cada gênero. Os participantes usaram sensores conectados aos seus genitais e assistiram a vídeos pornográficos gay e lésbico. Os homens ditos “bissexuais” se excitaram com ambos os vídeos, já heterossexuais e gays não, o que mostra que homens bissexuais realmente existem e eles estão entre nós. O que as mulheres pensam de homens bissexuais? A ideia de homem beijar homem pode não ser encarada com naturalidade no Brasil. Geralmente é mais “aceito” uma mulher beijando mulher, do que um homem beijando homem. As coisas “pioram” um pouco mais quando esse homem gosta de beijar homem, mas também adora conquistar mulheres. Homens bissexuais estão em todos os lugares, e muitos deles podem demorar para assumir suas preferências ou morrer sem nunca se revelar. Isso ocorre porque as pessoas tendem a julgar muito esse comportamento, até mesmo mais que os gays. Algumas mulheres dizem não conseguir se envolver com homens bissexuais, pois a concorrência aumenta. Elas dizem que não basta o risco de traição com outras mulheres, pode ocorrer também com homens, o que é assustador. Algumas dizem preferirem ser traídas por outros homens, já outras por mulheres e outras ainda não aceitariam essa atitude com nenhum dos dois gêneros. O assunto realmente é polêmico e é pauta para mais de cinco horas em uma mesa de bar, mas para algumas mentes abertas pode ser legal se envolver com homens bissexuais, pois eles têm a mente mais liberal do que outros homens héteros e não costumam ser machistas. Muitas dizem que não interessa se o envolvimento é com bi ou hétero, mas sim a atração mútua e o sentimento do casal. O fato é que deve-se encarar um homem bissexual como qualquer outra pessoa, as preferências sexuais são só um mero detalhe, o importante é enxergar a pessoa como ela é realmente. Por mais simples que pareça, a maioria das mulheres relata que até se envolveria com um bissexual, mas em uma noite ou algumas saídas despretensiosas. Quando questionadas sobre namoro ou casamento, a maioria foi unânime em dizer que não aceitaria, mas umas raras exceções até preferem dizer que homens bissexuais se aceitam melhor e se aventuram mais na cama. Isso não significa que serão promíscuos, a fidelidade existe quando o sentimento e respeito existem, não importa a orientação sexual. Como namorar homens bissexuais? Aceite que o seu namorado terá atração por ambos os sexos, isso não significa que ele se sentirá atraído por qualquer mulher ou qualquer homem, existem gostos e critérios envolvidos. Por mais que surjam interesses, isso não quer dizer que ele irá te trair. Se ele está com você, é porque te ama e quer, então tenha isso em mente e controle os ciúmes. Não tente entender nem ficar perguntando sobre como ele consegue sentir atração pelos dois gêneros, isso é dele, ele não saberá explicar e poderá ficar incomodado achando que você quer mudá-lo. Não espere que seu parceiro vá virar gay ou hétero, b

Transtorno do libido sexual hipoativo

O desejo sexual hipoativo é uma diminuição ou ausência de fantasias sexuais que geralmente, leva a pessoa a deixar de desejar ou querer ter relações sexuais; causando acentuado sofrimento, que geralmente, a conduz para dificuldades no âmbito do relacionamento afetivo, vida profissional e social. O baixo desejo sexual, conforme descrito no DSM IV ( Manual estatístico e diagnóstico de transtornos mentais) pode ocorrer em todas as situações e formas de expressão sexual ( generalizada) , ou ocorrer apenas na presença de determinadas situações ( situacionais), como por exemplo: com um parceiro específico, ou uma atividade sexual específica ( ex: pode ocorrer na relação sexual, mas não na prática da masturbação). Um desejo sexual reduzido freqüentemente está associado com problemas de excitação sexual ou com dificuldades para atingir o orgasmo. Não é incomum que pessoas com freqüentes queixas relacionadas ao desejo, usarem a inibição do desejo como uma forma defensiva, a fim de se protegerem contra temores relacionados ao sexo. A auto-estima adequada, boas experiências anteriores com o sexo, a disponibilidade de um parceiro apropriado e um bom relacionamento em áreas não sexuais com o parceiro, são fatores importantes para a adequada qualidade de vida sexual. Danos em qualquer um desses fatores podem resultar em uma diminuição do desejo, e conseqüentemente, representarem uma fonte de sofrimento para os indivíduos. Vários fatores podem estar presentes como causa do desejo sexual hipoativo, entre eles: Fatores orgânicos (ex: diminuição da testosterona, dor durante o ato sexual, lesões nas genitálias, etc.); Fatores farmacológicos: (ex: uso de determinados medicamentos como: anti-hipertensivos, antidepressivos, drogas de abuso entre outros que podem concorrer para a baixa libido); Fatores Psicológicos: (ex., depressão, estresse acentuado, medos e inseguranças); Fatores relacionais e culturais: (Situações traumáticas de abuso sexual, educação muito rígida, falsos mitos sobre a sexualidade, culpa, comportamento sedutor por parte dos pais, conflitos conjugais, gravidez, também podem estar implicados em alguns casos.); Outros fatores, como: a condição médica geral do individuo, podem ter efeito prejudicial e inespecífico sobre o desejo sexual; fraqueza, dores, problemas com a imagem corporal, preocupações diversas com a sobrevivência ( finanças, desemprego), relacionamentos afetivos problemáticos. A Abstinência sexual por períodos prolongados também pode ocasionar supressão do impulso sexual. Dificuldades ou deterioração do relacionamento são outros fatores que podem levar a perda do desejo sexual. Porém é importante não fechar os olhos para os primeiros sinais de crise. Eles podem virar uma bola de neve. Procure ajuda. É “normal” procurar ajuda em situações de crise. Dê preferência para um profissional.

O álcool é possível que afetar o sexo?

Muita gente considera algumas bebidas, como o vinho afrodisíacas. O fato é que a bebida alcoólica age diretamente sobre o sistema nervoso central, afetando os reflexos. Em pequena quantidade o álcool proporciona uma sensação de relaxamento e até uma certa desinibição. E esta sensação de euforia provocada pela bebida é traduzida por alguns como importante para o relacionamento sexual. É daí que se cria a imagem de que algumas bebidas são afrodisíacas. Algumas bebidas mexem com todos os cinco sentidos: tato, olfato, paladar, audição e visão. O vinho, por exemplo, ajuda a criar um ambiente sedutor, a potencializar o desejo. Porém, consumido em quantidade, o álcool transforma-se num sério problema. Neste caso, ele funciona como depressor e inibidor do processo fisiológico do ato sexual. O abuso pode acabar com qualquer clima sensual e provocar graves problemas de saúde. Alguns jovens e até mesmo adultos consomem a bebida como se ela fosse um remédio para a ejaculação precoce, já que em pequena quantidade provoca essa sensação de desaceleração, reduzindo o nível de ansiedade. O álcool também é muito usado pelos jovens que o consideram importante para aumentar a coragem na hora da paquera, da primeira abordagem, do primeiro contato. A bebida alcoólica, consumida sem moderação e com irresponsabilidade pode trazer sérios transtornos para quem a consome. Ela provoca o envelhecimento precoce e compromete a libido e a capacidade de ereção, prejudicando sensivelmente a qualidade de vida sexual do indivíduo. Uma questão importante que é preciso ser abordada sempre é que os adolescentes depois de ingerirem bebidas alcoólicas ficam mais descuidados com relação ao sexo. Empolgados, muitos deles esquecem de usar preservativo, aumentando muito o risco de contraírem doenças sexualmente transmissíveis. O Instituto Barong, organização que trabalha para a redução da incidência da aids no Brasil, realizou uma pesquisa com 834 jovens entre 13 e 30 anos, a organização encontrou uma estatística que comprova a relação direta entre o consumo de álcool e a diminuição do uso de preservativos. Entre as pessoas que consumiram álcool em diferentes quantidades e tiveram relações sexuais na noite anterior à pesquisa, 73,7% não usaram preservativos, revela a pesquisa. A propaganda também tem um fator de influência muito grande no consumo da bebida alcoólica porque sempre mostra pessoas consumindo o álcool em situações de grande prazer. O problema é que ela nunca mostra o outro lado. O lado das pessoas que consomem sem moderação e destroem a própria vida e a de seus familiares.

O “Tao” do Sexo

Base da filosofia chinesa, o Tao orienta os casais da mesma forma que a filosofia hindu: sexo não deve ser uma atividade rápida e feita de qualquer jeito. Pelo contrário, deve-se dedicar a ele tempo para melhor conhecê-lo, aprimorando a performance e atingindo o auge da satisfação. Mas sexo não é somente satisfação – segundo a filosofia, é saúde física e mental, é beleza e longevidade. Para o Tao, a harmonia entre o yin e o yang também existe no ato sexual, de forma que essa filosofia convida os amantes a desfrutarem um do outro na maior calma, sem pressa. São várias as posições e práticas sexuais a fim de estimular o fluxo de energia vital entre o homem e a mulher. O objetivo é cultivar ao máximo o prazer, tanto na qualidade quanto na quantidade. Não bastam, portanto, carícias sem a exploração dos sentidos: tato, audição, visão… Saboreie e se deixe saborear de todas as formas. O sexo será bem feito se ambos se sentirem plenamente realizados e satisfeitos após o ato sexual. Invista na preparação do ambiente: música, lençóis, lingerie, iluminação, velas, aromas, massagens, óleos – tudo deve ser arranjado para proporcionar um clima de relaxamento e de pura sedução. Se quiser incrementar ainda mais – aqui, excesso não é pecado! – espalhe pelo quarto recipientes com comidas afrodisíacas que auxiliem o despertar do apetite sexual. Preparado o ninho de amor, aí é só dar aquela longa e deliciosa brincada e, em seguida, atacar! Os chineses também sugerem que os casais levem para a cama literatura erótica, por serem superestimulantes. Os pombinhos devem folhear as páginas juntos, atentando para cada detalhe e ilustração. Mantenham a respiração pelo nariz, lenta e suavemente, relaxando e esquecendo do mundo ao redor – agora, é só você e ele! Pronto, dadas as dicas, é só eleger, junto com o parceiro, o “manual do casal”, e escolher com o bonitão as melhores técnicas que satisfaçam os dois. Depois, preparem-se para viver o sexo intensamente. Com calma, aos poucos, tentem novas técnicas, experimentem e agucem os sentidos na busca pelo prazer. Afinal, não há nada que não possa fica ainda melhor!

Um curso que cuida do intrínseco e também extrínseco

Maio, um mês tão especial e repleto de comemorações muito simbólicas para mim! Por isso resolvi lançar um curso prático do meu livro: “Elas podem e devem”, que consiste em enfatizar e ressaltar a sua sensualidade e sexualidade (que são coisas diferentes, viu?! rs) Entre os temas abordados no livro e curso está o pompoarismo, que para a saúde ajuda na prevenção de problemas com a musculatura da pélvis, evita incontinência urinária, flacidez. Faz com que os músculos fiquem bem fortes, assim o homem sente mais o órgão da mulher e vise versa. Veremos ainda como melhorar a autoestima, o autoconhecimento, superar a timidez, técnicas diferenciadas, momento a dois, e muito mais! Curso Sensualidade e Sexualidade Feminina – baseado no livro Elas Podem e Devem! Duração: 06 (seis) horas 07/05/16 – sábado Início às 13:30 Somente para Mulheres Investimento: R$ 160,00 Inscrições antecipadas: 10% desconto!

União firme poliafetiva é possível que por lei? Cartório do Rio diga que sim

Localizado no coração do centro do Rio de Janeiro, entre as ruas da Quitanda e do Ouvidor, o 15º Tabelionato de Notas acostumou-se ao pioneirismo. Antes do casamento gay ser reconhecido pelos tribunais, em 2011, a tabeliã Fernanda de Freitas Leitão, 47, já oficiava, desde meados de 2000, uniões estáveis entre casais do mesmo sexo. Agora torce para poder realizar também a primeira união estável poliafetiva da cidade.

O serviço, conta Fernanda, já é oferecido há alguns anos, ao lado das uniões entre casais hétero e homoafetivos. Até agora, no entanto, nenhuma união do tipo foi realizada. A principal experiência de oficialização de relações poliafetivas no Brasil foi registrada em 2012, na cidade de Tupã, interior de São Paulo, quando um cartório fez uma escritura pública de união estável entre duas mulheres e um homem que viviam na mesma casa havia três anos. “A gente não inventa essas relações, elas existem”, explica Fernanda, que não vê impedimento legal para realizar as uniões. “Considero que, se a lei não veda, eu posso fazer. A eficácia é o juiz que vai decidir a putaria.”

O desembargador e professor de direito civil da Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro) Guilherme Calmon, no entanto, considera a questão controversa. “Existem posições na doutrina contrárias e algumas poucas favoráveis”, explica. O entendimento de que é possível oficializar uniões desse tipo, diz Calmon, se baseia mais na ideia de que a família estaria baseada no afeto do que na lei. “Isso é bastante polêmico, uma vez que, em se tratando da atuação dos cartórios, existe a previsão de seguir o que está na lei”, afirma porno.

“Acho que isso demandaria uma mudança radical em toda a legislação, na questão previdenciária, no INSS… Acaba o princípio da monogamia.” Fernanda, no entanto, lembra que o conceito de família está mudando. Para ela as uniões poliafetivas devem passar pelo mesmo processo das uniões hétero e homoafetivas, antes não reconhecidas e agora corriqueiras. “Antes da Constituição de 1988, o direito protegia a instituição casamento, desconhecendo os demais tipos de uniões, mesmo a união estável homem/mulher. Com a nova Constituição, o princípio norteador do direito de família passou a ser o afeto”, defende Fernanda. “As pessoas vivem suas vidas independente do que o direito fala.” Fonte: UOL